quarta-feira, 29 de abril de 2009

Abandonadas pela Sociedade

Não há um único dia que passe em que não se oiça falar em mais um abandono, em mais uma grave negligência. Dizem-nos os "dados oficiais" que só em 2007 foram abertos 309 processos só por abandono de crianças até aos 10 anos. Não há dúvidas de que se terão agravado em 2008. O inexplicável e impressionante é que tenha vindo a diminuir o número de crianças acolhidas em instituições temporárias de acolhimento.
Como é que pode haver uma diminuição do acolhimento numa altura em que há um aumento assustador do abandono e dos maus tratos ( subentenda-se maus tratos como sendo físicos e psicológicos)? Existem quase trezentas comissões no país, encarregues de tomar conta de situações de risco mas a verdade é que o abandono de crianças é cada vez maior e o número de mesmas nos centros de acolhimento temporário é cada vez menor. Que sociedade é esta em que vivemos?!

sábado, 25 de abril de 2009

Pensamentos

Apaixonarmo-nos não é apenas sermos atraídos por uma pessoa, vê-la bela e desejável. É uma mudança interior de todo o ser, vermos o amado diferente porque nos tornamos diferentes. A nossa sensibilidade centuplicou-se, as cores tornaram-se luminosas, límpidos os sons. Pelo facto de o amarmos a ele, ao nosso amado, todas as outras pessoas nos surgem de outro modo. Antes de tudo mais humanas. Enquanto até ai mal as víamos, agora conseguimos intuir todos os seus sentimentos, é como se nos tivessemos tornado capazes de nos pormos em comunicação com elas. Já não temos vontade de mentir. Sobretudo a nós próprios e ao ser amado. Percorremos de novo, na recordação, a nossa vida e apercebemo-nos de que antes de termos encontrado quem amamos, esta vida era mesquinha, insípida. O ser amado não é a perfeição, vemos os seus defeitos... se é pequeno, ou magro, ou tem o nariz comprido, ou curto. Mas todas essas coisas deixam de se tornar defeitos, porque conseguimos ver a sua essencialidade e o seu VALOR! Os nossos olhos tornam-se capazes de descobrir a beleza do ser tal como é. E se o amado nos diz sim, então somos felizes e gostaríamos que o tempo parasse, e que todos os outros seres humanos fossem também felizes, e toda a humanidade e todo o universo a que nos sentimos unidos de modo intimo e solidário.Na realidade, nem sequer temos a certeza de amar. Percebemos que amamos porque o ser amado volta continuamente ao nosso pensamento mesmo que o queiramos expulsar, porque nos acomete um desejo de chorar, uma necessidade de rever os seus olhos ainda que só por um instante, de nos sentirmos acariciar ainda que seja pela última vez. Percebemos que estamos enamorados porque o nosso amor se nos impõe. Mas não estamos seguros do amor do ser amado... poderia ser um entusiasmo, um capricho e, de facto, temos necessidade de lho perguntar continuamente.... AMAS-ME? AMAR É UMA AVENTURA NO ABISMO DO TUDO OU NADA... É VER A LUZ E CORRER AO SEU ENCONTRO, EMBORA COM RISCO DE VIDA!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Crise

A chama crise é um tema conhecido de todos nós, de uma forma ou de outra, ela afectou-nos e continua a afectar o nosso dia à dia. Quantos de nós não vai ao supermercado e antes de comprar seja o que for, tem que olhar para o dinheiro que possui. Pior que isso, é pensar que existem famílias em situações bem piores e em plena decadência, famílias inteiras que estão desempregadas com filhos para criar e que, com aquilo que recebem do fundo de desemprego, mal lhes chega para pagar as dívidas, quanto mais para pensar em lazer. Para além das dívidas e do sufoco de não ter um trabalho, a crise também acaba por criar mal-estar em casa. Com tanta preocupação, muitas pessoas entram em depressão e acaba por haver mau ambiente. Onde nos irá levar esta crise? Para bem de todos, espero que rapidamente a vida tome outras proporções e que consigamos olhar para esta só como um momento mau.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Vida Cruel

Todos os dias, somos bombardeados com notícias de pessoas que vêem as suas vidas a desmoronar, com doenças terminais, deficiências, acidentes. É algo que nos afecta, que nos deixa sentidos mas será que damos o devido valor? Julgo que essa resposta é simples, não? Penso que já esteja na hora de abrandarmos o nosso ritmo de vida e pararmos para pensar um pouco mais no que nos rodeia.
Olho para a sociedade e vejo bastante cinismo e pouca compaixão para com os outros, mas, quando essa mesma sociedade vê a sua vida a desabar, aí, o cenário muda e toma consciência do quanto "cruéis" foram para com os outros. Poucas são aquelas pessoas que nos ouvem, que nos compreendem. O que se passa com o resto do mundo? É preciso ser Natal para vermos essas pessoas? Não se pede piedade, só um pouco mais de compaixão, solidariedade, às vezes, basta apenas um pequeno gesto para dar um pouco de conforto às pessoas que sofrem.

terça-feira, 17 de março de 2009

A luta por um Sonho

Desde muito nova que tenho bem definidos todos os meus objectivos, que luto por aquilo que quero e em que acredito.
Ao terminar o 12ºano de escolaridade, estava à beira de concretizar um dos meus grandes sonhos: ingressar no ensino superior. Mas a vida complicou-se e os meus pais não tinham meios financeiros para suportar os encargos que uma universidade acarreta. Perante tal situação, e porque não os queria subcarregar, decidi alistar-me no exército. Acreditava que esta seria a única forma viável de conseguir fazer o meu curso, recebendo um ordenado seguro durante pelo menos sete anos e usufruindo do estatuto de trabalhador estudante. Hoje, observando a vida no mundo civil, deduzo que foi a melhor atitute que tomei.
Com o apoio dos meus pais, irmã, namorado e amigos, entrei para o exército no mesmo ano em que concorri para a faculdade, foram tempos difíceis onde a minha adaptação se mostrou mais longa do que o esperado, mas tudo se ultrapassou. Hoje, estou quase a terminar a minha licenciatura e com perspectiva de continuar a estudar, seguindo para o mestrado.
Com isto quero vos dizer que, por mais obstáculos que nos apareçam à frente, não devemos desistir dos nossos SONHOS.